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Pesquisas & Informativos

Carência de Infraestrutura Trava Desenvolvimento Agrícola

 


O desenvolvimento agrícola do Brasil acontece, em grande parte, por conta da forte expansão da região do “MATOPIBA”, uma das últimas fronteiras agrícolas em expansão do mundo, segundo o Ministério da Agricultura.

Este nome é uma sigla formada pelos estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia. Composta por quase 6 milhões de habitantes e 73 milhões de hectares, conforme dados da EMBRAPA, essa área possui 324 mil estabelecimentos agrícolas e acumula recordes na produção nacional de grãos, sendo responsável por 9,4% das 209,5 milhões de toneladas da safra 2014/2015.

Somente de soja, a região produziu 8,7 milhões de toneladas entre 2013/2014, valor que cresceu 21,7% na temporada seguinte, fazendo com que o MATOPIBA alcançasse a marca de produção de 10,5 milhões de toneladas, ou seja, 11% da produção nacional de grãos.

Esse crescimento deve-se a alguns fatores que facilitam a mecanização agrícola da região, como o baixo preço das terras e a uniformidade do clima, do solo e do relevo, por exemplo. De acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (CONAB), mais 10 milhões de hectares podem ser incorporados à área destinada para o plantio, aumentando ainda mais esse potencial.

No entanto, mesmo com perspectivas tão promissoras, o MATOPIBA ainda sofre com a carência de infraestrutura para escoar a produção. Distante das estradas e a mais de dois mil quilômetros dos principais portos do país –  Santos (São Paulo) e Paranaguá (Paraná) –, os produtores locais têm buscado novas alternativas para efetuar o transporte para mercados internacionais.

Uma das soluções apontadas é o transporte fluvial, de menor custo e maior eficiência. De acordo com a Confederação Nacional dos Transportes, ao menos 50% das cargas brasileiras na região poderiam utilizar este tipo transporte, mesmo que ele seja acessível somente em seis meses do ano. 

Com a construção da Eclusa do Tucuruí (2010), houve o aproveitamento dos rios Tocantins e Araguaia para a criação de uma hidrovia, o que pode ajudar a consolidar o transporte fluvial na região nos próximos anos. Entretanto, por conta do Pedral do São Lourenço, um conjunto de pedras que se estende por quase 43 quilômetros ao longo do rio Tocantins, a navegação nesta hidrovia é impedida durante todo o ano. Por isso, atualmente somente 7% da produção da região do MATOPIBA utiliza este tipo de transporte.

O Governo Federal – via Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) – tentará  novamente promover a implosão do pedral, através  de uma licitação a ser realizada no início deste ano.

Outra opção para solucionar a questão de infraestrura do transporte é a construção de ferrovias interestaduais, como a “Ferrogrão”, que deverá ligar as cidades de Sinop (MT) a Miritituba (PA) e terá uma extensão   de 1.050 quilômetros. Com custo estimado em R$ 11,5 bilhões, o trecho terá capacidade para escoar 30 milhões de toneladas de grãos por ano, principalmente soja e milho, de Mato Grosso aos portos do Norte. Para o agronegócio, a redução estimada no frete chega a 40%.

Além da “Ferrogrão”, há também outros projetos que começam a sair do papel e devem dar mais fôlego à região, como, por exemplo, a Fico-Leste, Fico-Oeste e a Norte-Sul. 

E na ponta final do caminho para a exportação de grãos, está a construção de portos na região. O principal deles, o Terminal de Grãos do Maranhão (TEGRAM), que está em sua segunda fase, deve exportar cerca de 10 milhões de toneladas de grãos anualmente. Também existem terminais em operação e em construção na Vila do Conde eo porto nas proximidades de Belém, utilizado para o transbordo dos grãos que chegam por barcaças, através da via fluvial, para embarcações transoceânicas de grande porte.

Mitigação de Riscos

Para que todas essas possibilidades se efetivem e se tornem opções viáveis, são necessários investimentos e, sobretudo, a garantia de condições favoráveis para o início, meio e fim destes projetos, respeitando os prazos estabelecidos em sua concepção.
Investimentos em Infraestrutura de grande porte são caracterizados por riscos e desafios complexos, com consequências abrangentes que podem influenciar severamente o ciclo de vida de um projeto. Neste momento, é imprescindível buscar soluções de gerenciamento de risco, seguros e resseguros integradas, que possam garantir de ponta a ponta a estruturação do projeto, com assessoria e consultoria especializada em todas as suas fases para mitigar riscos.

Durante as etapas de financiamento e também de garantias e concessões, os investidores devem priorizar um plano de gerenciamento de riscos e seguros para auxiliá-los a obter liquidez e maior eficiência para a conclusão de seus projetos.
A Marsh tem se destacado como consultora e corretora de seguros de diversos projetos de infraestrutura, fundamentais para o desenvolvimento das regiões de fronteira agrícola do Brasil, tanto no Centro-Oeste como no Norte-Nordeste.

Entre os casos mais interessantes e complexos, é possível destacar: concessão de rodovia, construção e operação de portos e estruturação de projetos de navegação.