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PESQUISAS E INFORMATIVOS

Crise no Rio de Janeiro Reflete no Mercado de Seguros

 


Provocada principalmente pela falência do estado, o Rio de Janeiro vive uma grave crise de segurança pública. De acordo com dados do Instituto de Segurança Pública (ISP), houve um aumento de 14,9% nas vítimas de homicídio doloso, além de altas nos índices de roubos, latrocínio e lesão corporal seguida de morte. Não escapa das estatísticas o problema do roubo de carga. De 2000 a 2016, os assaltos a caminhões triplicaram no Rio de Janeiro, chegando a uma média de 24 ocorrências por dia em 2017. “Proporcionalmente, o problema no Rio já é três vezes maior do que em São Paulo, que costumava liderar as estatísticas”, aponta Sergio Caron, líder da Prática de Transportes da Marsh do Brasil.

Esse cenário desafiador reflete diretamente no mercado de seguros. De acordo com dados da Federação do Transporte de Cargas do Estado do Rio de Janeiro (Fetranscarga), os prejuízos com roubos de carga no Rio devem ultrapassar um bilhão de reais em 2017. Manter as operações competitivas e evitar perdas em decorrência de roubos tornou a contratação do seguro de frota um longo exercício de paciência e negociação.

Para continuar no mercado, os transportadores, não têm escolha. Por lei, são obrigados a contratar o seguro RCTR-C (Responsabilidade Civil do Transportador Rodoviários de Cargas), que garante o reembolso do valor da carga segurada caso ocorra algum acidente durante o transporte. Ainda conforme a legislação, os proprietários de carga também devem contratar seguro de danos para as suas mercadorias transportadas em território nacional. Destes, por sinal, tem sido exigido em escala ainda maior, por parte das seguradoras, o incremento de medidas de segurança e mitigação de riscos, como condicionante para se avaliar uma oferta de proposta de seguros.

Para cobrir os prejuízos, as franquias têm variado de 20 a 50% do valor da carga roubada. Já as apólice estão, em média, 30% mais caras, chegando a até o dobro do valor do ano anterior. É importante notar que esse comportamento de aumento de taxas vai em direção contrária da tendência mundial do mercado de seguros. Segundo dados do último Global Insurance Market Index, divulgados em agosto de 2017, tem-se observado uma queda nos preços por 17 trimestres consecutivos. “O Brasil, que vinha mantendo uma média de manutenção para descontos, começa a enxergar agora manutenção para acréscimo”, aponta Caron. “Muitas empresas se veem obrigadas a comprar um agravo por conta de parte de sua operação que é transacionada no Rio de Janeiro”.

Contornar esse problema não é fácil, e exige a realização de análises e estudos sobre o investimento necessário para atender às demandas e diminuir custos das apólices. “Em primeiro lugar, deve-se avaliar a quantidade de proteção que está sendo empregada no transporte”, recomenda Caron. “Numa espécie de seleção natural, aqueles que têm menos proteção são eliminados primeiro”, exemplifica. O segundo passo é a detecção de falhas de processo ou processos que podem ser aprimorados. Trata-se de um árduo trabalho consultivo que se dá, basicamente, por meio do entendimento das necessidades específicas de cada cliente para, em seguida, ajudá-lo a definir prioridades de acordo com seus objetivos e as tendências de mercado.