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Pesquisas & Informativos

Encolhimento da Produção expõe a Risco Máquinas Pesadas e Equipamentos de Mineradoras

 


A elevada exposição das mineradoras às crises econômicas, aliada à imprevisibilidade de mudanças climáticas, ações governamentais e falhas no fornecimento combustíveis) são os principais fatores que justificam a importância que essas empresas devem dar ao entendimento da dimensão de seus riscos

No momento, a forte retração nos preços internacionais do minério de ferro coloca em risco a lucratividade das mineradoras. Após atingir valores recordes entre 2010 e 2012 (acima de 170/tonelada), o preço da tonelada do minério tem surpreendido de forma negativa. Recente relatório do banco Goldman Sachs prevê que o preço do produto deva cair de US$ 49 por tonelada para US$ 44 entre abril a junho de 2016. A forte retração na cotação deve-se, principalmente, à baixa demanda do mercado chinês que registrou crescimento de 7,4%, abaixo da meta. Diante disso, até mesmo grandes grupos com custos operacionais mais competitivos em relação às demais empresas de menor porte estão com margens em queda.

No mercado interno, o desaquecimento da economia brasileira, somado à forte queda no preço do minério no mercado internacional, já resulta na suspensão de projetos, investimentos, menor produção e até paralisação de máquinas pesadas e equipamentos das mineradoras brasileiras.

Este cenário contribui para expor as empresas a uma quantidade significativa de novos e complexos riscos. Máquinas e equipamentos são ativos bilionários – e adquiridos em dólar e importados. A interrupção e o não funcionamento destes, sem o correto procedimento de manutenção e revisão, exigido por normas e regulamentos do fabricante, pode resultar em quebras e danos no momento de retomada da produção. Isto significa que o risco se agrava levando em conta as perdas e os prejuízos decorrentes não só da quebra ou mau funcionamento, mas também pela demora na reposição de peças e máquinas.

Importante aprofundar também a necessidade de revisão dos programas de seguros das mineradoras. Grande parte dos ativos nas plantas das empresas é importada. E no Brasil, por determinação da legislação local, algumas apólices são contratadas em reais. Entretanto, nos últimos 12 meses (até junho de 2015) houve uma desvalorização de 28% do real em relação ao dólar.

A desvalorização da moeda brasileira pode gerar uma defasagem entre o valor do ativo segurado e o valor a ser indenizado, deixando a empresa desprotegida. Já em relação a tudo aquilo que é produzido no Brasil, mas com insumos importados, a influência da desvalorização da moeda no valor em risco é direta.

Esta defasagem pode levar a consequências sérias, todas desfavoráveis para as empresas. Por exemplo, o valor segurado poderá não ser suficiente para repor as perdas em uma eventual necessidade da reposição dos bens. A seguradora poderá aplicar a cláusula de rateio, caso seja apurado em um eventual sinistro um valor em risco superior ao declarado no contrato de seguro (apólice). E também, se necessário, a segurada despender recursos próprios (em reais) para adquirir o mesmo ativo pelo mesmo valor em dólares.

Ainda com relação aos valores declarados corretamente para seguro, os clientes do setor devem observar neste momento de crise os valores declarados para a cobertura de Lucros Cessantes, tendo em vista a grande redução dos valores atualmente esperados para o ano fiscal segurado na apólice, o que poderia gerar até mesmo a devolução de prêmio pago quando contratada a apólice com cláusula de ajustamento final.