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PESQUISAS E INFORMATIVOS

Indústrias de Alimentos & Bebidas: Todas Vulnerabilidades Estão no Set List de Preocupações?

 


Embora as empresas de alimentos e bebidas tenham processos estruturados para garantir qualidade, segurança e fazer a gestão de recalls, a natureza complexa do segmento exige uma abordagem mais estratégica em toda a cadeia de valor. Se enumerarmos algumas exposições, os riscos trabalhistas, exposição a ameaças cibernéticas, contaminação de produtos, riscos ambientais e regulamentações governamentais internacionais e locais, são alguns dos principais desafios que podem resultar em diversas perdas, desde lucros cessantes até a quebra da confiança do consumidor e danos à reputação.

Demandas emergentes também, por parte dos consumidores, como a atenção à alimentação saudável, a segurança alimentar, a sustentabilidade, o aumento da procura por opções vegetarianas e veganas e as políticas sanitárias, cobram com rigor uma rápida resposta dessas indústrias.

Do ponto de vista das matérias-primas, a base dos processos produtivos das indústrias de alimentos e bebidas, a cadeia de abastecimento é outro ponto crítico e o teste para as empresas foi a impactante greve dos caminhoneiros. Com a interdependência no fornecimento de insumos, a indústria que não estava preparada com gerenciamento de risco e com planos de continuidade de negócios, sofreu com a interrupção dos negócios.

O tempo de resposta determinou o valor da perda. Em alguns casos, os prejuízos foram bilionários. Segundo o IBGE, a perda foi recorde nos setores de alimentos e bebidas que registram recuo de 18,1% na produção de  maio em relação a abril. A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), comunicou que o setor estima perdas de R$ 3 bilhões com a morte de animais por falta de ração.  De concreto, até agora, os números do primeiro semestre mostram que o setor contabilizou uma retração de 20% nas exportações de carne de frango.

Além das mudanças de comportamentos dos consumidores, falhas nas cadeias de suprimentos e manifestações sociais com potenciais interrupções no abastecimento de matérias-primas, quando analisamos a exposição a ameaças cibernéticas, o risco é reflexo da modernização na indústria 4.0.
As empresas de alimentos e bebidas já são uma das mais automatizadas com alto nível de tecnologia, unindo automação e robótica e transformando de forma abrangente toda produção industrial. Outro ponto importante da automação é o aumento significativo da produção e o desempenho da fábrica, com ciclos mais velozes, eficientes e precisos. Essa nova era traz ganhos imensuráveis, como redução de custos, de desperdícios e melhora de qualidade. É também um novo cenário de risco que precisa ser avaliado.

Paradoxalmente, com o avanço da automação cresce a complexidade dos incidentes de segurança cibernética, exigindo medidas de segurança sofisticadas e essenciais para proteger redes industriais. Por exemplo, como um ataque cibernético pode prejudicar uma empresa? Um hacker invadir o sistema e alterar a fórmula de um produto. Ou ainda, invadir o programa de robótica, desconfigurar e parar a produção. Apesar de parecer filme de ficção, essas ameaças são uma realidade e podem provocar prejuízos nos negócios. Não é à toa que na 13ª edição do Global Risks Report apresentado no World Economic Forum deste ano, duas tendências foram apontadas como principais complicadores dessa nova realidade cibernética:

            1. As novas regulamentações da Europa e em outros locais exigem que as empresas adotem práticas de segurança mais rigorosas para proteger os dados e sistemas.

            2. Os ataques se tornam cada vez mais destrutivos, ameaçando não somente os ativos digitais, como também danos à propriedade e lesões corporais.

O Global Risks Report revela também que nos próximos cinco anos, os crimes cibernéticos podem causar prejuízos de até US$ 8 trilhões para as empresas no mundo todo – montante equivalente ao PIB de Alemanha, França e Reino Unido juntos.

Sem dúvida, o seguro tem um papel fundamental no gerenciamento de riscos cibernéticos. No entanto, as organizações precisam estar cientes de que uma apólice de seguro cibernético é uma das diversas ferramentas que formam uma estratégia de gerenciamento de segurança cibernética mais abrangente. O mesmo ocorre com todos os riscos que se apresentam ao negócio. Os executivos precisam encontrar o equilíbrio certo entre os investimentos em segurança e garantir planos de seguro adequados às necessidades exclusivas de sua indústria ou organização.

Como se vê, as ameaças são constantes e emergentes ao passo que a indústria evolui. As vulnerabilidades devem estar no set list das preocupações das lideranças empresariais. É fundamental para as empresas a garantia de uma boa continuidade dos negócios.