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PESQUISAS E INFORMATIVOS

Mais Clareza, Segurança e Flexibilidade na Colocação do Resseguro

 


O mercado segurador brasileiro encerrou 2017 com importantes mudanças que inovam e modernizam o setor, no âmbito da regulação e supervisão. O Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP) aprovou novas regras para os seguros DPVAT, Auto Popular, Funeral, Meios Remotos e Resseguro.

Para o mercado de Resseguros, a nova Resolução 353/2017 do CNSP, publicada em 22/12/2017, traz duas relevantes alterações. Uma é o fim da limitação à transferência de riscos de seguradores e resseguradores para empresas ligadas ou pertencentes ao mesmo conglomerado financeiro. A outra é a revogação do limite mínimo de contratação obrigatória com resseguradores locais.

Em resumo, foi estabelecido o fim da obrigatoriedade de colocação do risco com os resseguradores locais e o fim da limitação de negócios “Intercompany”. Ficará mantido apenas o privilégio de oferta preferencial de 40%.

A Resolução traz melhorias e aprimora a regulamentação do resseguro no mercado brasileiro, em linha com as melhores práticas e tendências internacionais. É mais um importante passo para termos um mercado aberto de resseguros. É uma grande mudança desde a flexibilização do monopólio de quase 70 anos do IRB Brasil Re, que ocorreu em 2007.

Além disso, a mudança também traz maior transparência sobre as condições, mais clareza nos termos finais da colocação e também mais segurança para as empresas que precisam mitigar seus riscos, como as corretoras, seguradoras e resseguradoras.

A Resolução moderniza e caminha para tornar o Brasil um “hub” de resseguros da América Latina. Um mercado robusto. Temos hoje no país 16 resseguradoras locais, 38 admitidas e 73 eventuais. Considerando os 12 últimos meses, de junho de 2016 a 2017, as seguradoras cederam R$ 10,7 bilhões em resseguros, crescimento de 0,74%, e que representa 11,7% do mercado de seguros Cerca de 72% desse valor é retido pelas resseguradoras locais, totalizando R$ 7,7 bilhões (34% somente o IRB).

Traçando um panorama futuro global e local, os indicadores apontam para mais algumas tendências. O mercado local ainda é considerado soft, em property e casualty, mas já percebemos alguma sinalização de endurecimento. O aumento da violência e roubo, principalmente no segmento de transportes, está impactando todo mercado em termos de resultado. No Brasil, a redução da taxa de juros, de 14,25% para 7,5%, tem aumentado a pressão no resultado operacional.   

Neste momento em que as empresas buscam custos mais enxutos, é ainda mais importante a consultoria e o apoio especializado para uma avaliação criteriosa dos contratos de seguros e resseguros, para não deixar riscos descobertos e mitigar ameaças. Avaliação criteriosa dos contratos e alternativas de produtos fazem parte do nosso trabalho para não deixar riscos descobertos. A demanda por informações detalhadas será cada vez maior, principalmente para riscos que tenham frequência de sinistros. Qualidade da informação é fundamental para o sucesso de qualquer colocação.

Mais informações sobre a nova Resolução 353/2017
Susep: http://www2.susep.gov.br/bibliotecaweb/docOriginal.aspx?tipo=1&codigo=41816