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Os Ganhos Sociais e Econômicos da Telemedicina

 


O avanço da tecnologia dos meios de comunicação proporciona diversos benefícios para os mais diversos segmentos e a medicina não poderia ficar de fora. Seja por meio do tradicional telefone fixo, via celular, tablets, computador, vídeo-conferência e até mesmo por meio de intervenções robóticas, a relação entre o médico e o paciente se tornou mais prática e simples.

Toda prática médica realizada à distância, independente do instrumento utilizado, é conhecida como Telemedicina. Além de facilitar a interação entre o médico e o paciente, este novo modelo de atendimento traz ganhos notáveis, como a otimização do tempo e a redução de custos, pois evita, principalmente, o deslocamento, em casos em que o atendimento pode ser realizado por meio destas novas tecnologias.

Segundo a pesquisa “CB Insights sobre Impacto em Custo e Produtividade”, com a  utilização da telemedicina, o custo evitado por consulta chegou a US$ 155, e a produtividade cresceu US$ 87.

Mas, é importante ressaltar que esta inovação não substitui o atendimento tradicional, ela complementa. Em alguns países muitos hospitais, centros de medicina e de pesquisas já adotam plataformas em nuvens com recursos de vídeos em alta definição e acesso a prontuários eletrônicos, para ajudar a equipe médica a compartilhar informações, com outros profissionais e pacientes, independentemente do local que estejam. Os especialistas realizam consultas, fazem diagnósticos e prescrevem como se todos os pacientes estivessem no consultório.

Outras experiências estão sendo realizadas em universidades e hospitais do país.  Um exemplo disto é o Centro de Telessaúde, ligado ao Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Minas Gerais (HC-UFMG), que por meio de Tecnologias de Informação e Comunicação, tem a missão de expandir a sua atuação geográfica para as mais variadas regiões do Brasil.

Por outro lado, toda inovação que traz mudanças científicas e sociais necessita de um conjunto de normas bem definidas para preservar direitos, definir deveres e regulamentar aspectos profissionais, legais e éticos. No Brasil, o Ministério da Saúde, o Conselho Federal de Medicina (CFM) e outros órgãos igualmente importantes em conjunto com legítimos representantes da sociedade discutem modernizações no arcabouço regulatório para a Telemedicina. O CFM anunciou em julho deste ano, no I Fórum de Telemedicina, que ouvirá a comunidade que lida com Telemedicina, composta por médicos, professores, especialistas em Informática em Saúde, entre outros, para reformular a Resolução 1.643/2002, que rege diretrizes para o uso das novas tecnologias audiovisual e de dados para promover assistência, pesquisa em saúde e educação.

A Telemedicina revoluciona o atual modelo do mercado de saúde e impacta diretamente na gestão de benefícios dos trabalhadores. O estudo da Mercer National Survey of Employer Sponsored Health Plans, feito em 2013 com empresas americanas de 500 a 20 mil colaboradores, revelou que 11% delas já utilizavam a Telemedicina. Em 2014, 18% passaram a utilizar a tecnologia. Já em 2015, o índice saltou para 30%. Isto demonstra que este recurso vem adquirindo cada vez mais relevância no mercado e  revela uma tendência no aumento de sua utilização, que é impulsionada pelos ganhos sociais e econômicos, expandindo novos modelos de negócios para um novo perfil de consumidor.