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BLOG: RISK IN CONTEXT

Edifícios e Apartamentos Inteligentes: Oportunidades e Ameaças

Por Paul Foye 08 Março 2018

Apesar da utilização da tecnologia inteligente estar apenas começando na América Latina, é fato que existe uma forte tendência para sua disseminação, pois seu uso ocupa cada vez mais espaço no dia-a-dia de indivíduos e empresas. Mesmo que ofereça diversos benefícios, esta nova realidade também implica em riscos.

Viver melhor através da tecnologia

Em um “lar inteligente”, aplicações conectadas à internet, como a iluminação e calefação se comunicam entre si e com o proprietário, além de armazenar dados importantes. Por exemplo, luzes acionadas por Wi-Fi podem ser controladas por aplicativos de smartphones, enquanto termostatos smart podem ajudar os usuários a reduzir seu consumo de energia. Prédios inteligentes oferecem benefícios similares para os proprietários, inclusive a facilidade de monitorar câmeras de segurança, destravar portas e dados que podem ser utilizados para a redução de custos.

Essas tecnologias oferecem conveniência, eficiência e uma percepção de maior qualidade de vida, representando, portanto, uma alta demanda, especialmente por locatários mais jovens. 44% dos millennials está disposta a desistir de vagas de garagem para viver em apartamentos inteligentes, e 6 de 7 pagariam mais para alugá-los, de acordo com a Schlage and Wakefield Research.

Entretanto, é preciso colocar na balança a demanda dos locatários versus o risco potencial de segurança. Tecnologias inteligentes podem ter diversas propriedades que são os principais alvos dos ataques cibernéticos. Através de aparelhos conectados, redes de Wi-Fi, sistemas de nuvens e dispositivos móveis, os atacantes podem provocar a disrupção de sistemas importantes – por exemplo, segurança, luz e outros – ou roubar informações dos locadores e financeiras. Estes eventos podem resultar em responsabilidades ou perdas de renda para os donos e operadores.

Gerenciando o Risco de Ataques Cibernéticos

Para fazer a gestão destes e de outros riscos cibernéticos, os proprietários devem desenvolver um planejamento abrangente do risco. Considere incluir os seguintes passos no plano:

  • Avalie e analise seu risco. Meça a maturidade de seu programa de segurança cibernética e a ameaça ao ambiente para criar um inventário dos seus riscos cibernético, incluindo as principais responsabilidades e as exposições. Depois estime a frequência e severidade esperadas de perdas cibernéticas, utilizando as avaliações disponíveis e desenhe ferramentas e cenários baseados em análises e priorize riscos para evitá-los, mitigá-lo e transferi-los.
  • Assegure-se e garanta. Crie um inventário de dispositivos ligados a Internet das Coisas (IoT) e garanta que todos estejam devidamente configurados, incluindo alterações de senhas, backup frequente de arquivos, assegurando-se que o software está atualizado e eliminando gaps periodicamente. Você também deve educar seus funcionários sobre o potencial das ameaças de segurança cibernética e implementar boas práticas, além de revisar sua cobertura de seguros, incluindo apólices de cyber, property e casualty. Considere também fazer uma análise de gap nas coberturas de seus principais riscos.
  • Responder e recuperar-se. Desenvolva e teste regularmente os planos de continuidade de negócios, de recuperação a desastres e de resposta, além de identificar e reter parceiros externos, como fornecedores externos, legais e relações públicas.

Ao desenvolver um plano, você pode garantir o equilíbrio das necessidades dos inquilinos com suas de resiliência cibernética. E isso é especialmente importante, pois as propriedades usam cada vez mais tecnologias inteligentes para se garantir sua competitividade e minimizar as perdas potenciais.

Temas relacionados:  Cyber Risk , Property , Casualty , Marsh Risk Consulting