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BLOG: RISK IN CONTEXT

Gestão de Riscos Climáticos na Agricultura e seu Impacto no Seguro

Por Eduardo Martins 15 Agosto 2017

A gestão de riscos climáticos deve começar por um processo de adaptação à mudança climática, que já é uma realidade e não somente um problema do futuro.

Sabemos que a temperatura vai aumentar, mas não detemos o conhecimento de exatamente quanto e este cenário precisa mudar. Ter uma perspectiva mais precisa do clima se tornou um fator estratégico no campo agrícola.

Apesar das melhorias proporcionadas pelos avanços tecnológicos nos modelos climáticos que efetuam as previsões do tempo, ainda existe uma série de limitações. Estes modelos requerem dados futuros, como, por exemplo, emissões de gases de efeito estufa, taxa de desflorestamento e quantidade da população, o que acaba criando muitas incertezas.

Neste cenário, para fazer face aos desafios climáticos é preciso adotar uma abordagem mais inteligente. Os principais impactos da mudança no clima estão relacionados à variação dos eventos, ou seja, mudanças na frequência e severidade de alagamentos, tempestades e secas. Portanto, é necessário aprofundar o conhecimento existente destas variações para construir bases fortes para tornar a agricultura mais resiliente e produtiva no futuro.

O primeiro passo é conhecer o passado. Precisamos entender o histórico do comportamento climático, seus principais riscos, frequência e severidade dos eventos. Este processo de conhecimento tem por base a análise e interpretação de dados consistentes das estações meteorológicas e satélites e a compreensão das tecnologias, culturas e manejo dos solos que funcionaram no passado para que seja possível identificar as melhores práticas para fortalecer a capacidade de mitigar riscos e responder à ameaças.

Contudo, é importante ressaltar que o planejamento de uma safra não pode ser baseado apenas em fatores climáticos. É recomendado integrar informações do clima com dados agronômicos, econômicos e de mercado.

Isto significa que os agricultores devem considerar outras informações na tomada de decisões, como dados de sensoriamento remoto com status da vegetação, água, umidade do solo, preços, câmbio, crédito e gargalos logísticos.  Vivemos na era do Big Data, tendo ao nosso dispor uma quantidade impressionante de dados - imagens feitas de fazendas por meio de satélites, informações da plantação através de drones, mapas de produtividade, aplicativos e etc.

Este conjunto de combinações de dados mais as variações específicas de cada fazenda permitem simular diversos modelos. Por exemplo, em uma única fazenda, a capacidade do solo de armazenar água pode sofrer grandes variações. O resultado destas simulações tem grande capacidade para ajudar a mitigar riscos e aumentar a produtividade.

Questões, como as consequências de um eventual El Niño ou La Niña, impactos em função da mudança de pacote tecnológico, rotação de culturas e melhores datas de plantio, serão mais fáceis de serem respondidas, aprimorando a gestão dos riscos climáticos para a estruturação de programas de seguros mais assertivos com coberturas mais adequadas para cada tipo de risco.

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