Sentimos muito mas seu browser não é suportado pela Marsh.com

Para uma melhor experiência, por favor faça o upgrade para um dos seguintes browsers:

X

BLOG: RISK IN CONTEXT

O que o Movimento #MeToo Significa para os Profissionais de Riscos

Por Kelly Thoerig 19 Abril 2018

O movimento #MeToo está impactando dramaticamente diversas indústrias, desde o entretenimento até por notícias veiculadas sobre o governo, assistência médica, finanças e hospitalidade. Encorajados a compartilhar suas histórias nas mídias sociais, incontáveis indivíduos deram um passo a frente através de acusações públicas de assédio sexual e condutas inapropriadas, colocando os holofotes em ambientes de trabalho hostis.

Enquanto os indivíduos acusados perdem seus empregos e enfrentam acusações legais, o movimento #MeToo pode acarretar em repercussões financeiras significativas para os funcionários. É essencial levar a sério as alegações de assédio e conduta inapropriada, além de preparar ações para proteger sua organização de potenciais sinistros.

Ameaças Legais    

Desde que o #MeToo se tornou viral em Outubro de 2017, a gravidade das denúncias de assédio sexual aumentou. Os advogados dos requerentes foram encorajados a procurar danos maiores, dada a natureza muitas vezes de alto perfil das acusações e o desejo dos réus por resoluções de reivindicações rápidas e silenciosas.

Além das reivindicações de assédio, os empregadores enfrentam pelo menos dois outros riscos de litígio:

• Processos sem justa causa: na pressa de evitar processos por assédio, alguns empregadores correm para denunciar supostos infratores sem realizar investigações adequadas.

• Ações de investidores: os acusados de delitos incluíram líderes corporativos seniores, solicitando, em alguns casos, ações de acionistas e valores de ação de classe de títulos, alegando que as empresas estavam cientes da má conduta e não divulgaram e tomaram as medidas necessárias.

Estamos cobertos?

Em grande parte dos casos, alegações de assédio sexual, demissão sem justa causa e retaliação são cobertas por apólices de seguros de Práticas Trabalhistas Indevidas - employment practices liability (EPL). Sinistros relacionados à Stock-drop e outros litígios de segurança geralmente são cobertos por apólices de D&O, responsabilidade civil de administradores e executivos.

A maioria das empresas – especialmente as públicas – investe na cobertura de D&O. Entretanto, muitos empregadores ainda não compram a cobertura de EPL, mesmo com sua ampla oferta nos últimos tempos. Embora o custo possa ser um dos impedimentos, algumas organizações também têm sido excessivamente confiantes, acreditando que podem controlar o assédio e a discriminação, sem a compra de seguros.

Mas mesmo as organizações que detém fortes políticas em vigor para prevenir o assédio podem ser impactadas. E os veredictos ou custos de liquidação podem chegar a dezenas de milhões de dólares. Para as empresas que não contam com a cobertura de EPL, o movimento #MeToo apresenta uma oportunidade para reconsiderar essa escolha, especialmente porque o mercado continua a ser competitivo.

Melhores Práticas

Além do seguro, os empregadores podem adotar outras medidas para fazer face aos desafios trazidos pelo movimento #MeToo:

• Garanta que você tenha fortes políticas anti-assédio e anti-retaliação, que são atualizadas regularmente, têm o apoio da liderança sênior e são reforçadas através de treinamentos mandatórios para todos os funcionários.

• Ofereça diretrizes claras e múltiplos canais para que as condutas inadequadas sejam reportadas.

• Certifique-se que você tem acesso a um conselho interno ou externo especializado em leis trabalhistas.

• Esteja preparado para responder as perguntas dos seguradores de EPL e D&O sobre suas políticas de contratação, incluindo o papel dos gestores para reforçá-las.

• Fique a postos para fazer a gestão de sinistros de EPL e D&O, documentando todas as ações implementadas.

Temas Relacionados:  Financial and Professional Services