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BLOG: RISK IN CONTEXT

O Transporte e a Logística Fazem Frente a Segurança Cibernética

Por Ramón Alonzo 07 Dezembro 2017

Quando o sistema de informática da gigante da navegação AP Moller-Maersk foi atacado por piratas cibernéticos em junho deste ano, houve transtornos no transporte em todo o planeta, incluindo atrasos em portos de Nova Iorque, Nova Jersey, Los Angeles, Rotterdam e o maior porto de containers da Índia, em Mumbai.

Isto se deve, em grande parte, pelo fato da Maersk ser a maior companhia de navegação do mundo com 600 navios porta-containers que são responsáveis por 15% do comércio manufaturado marítimo do mundo. Além disto, a Maersk também possui o porto operador APM Terminals com 76 instalações portuárias e terminais em 59 países ao redor do mundo.

Alerta Vermelho!
Para a indústria de transporte e logística, o ataque cibernético de 27 de junho foi um alerta massivo para tornar a segurança cibernética uma prioridade máxima. Além da Maersk, a imprensa aponta que outros gigantes da indústria de transporte e logística também foram afetados, incluindo a empresa alemã de correios e logística Deutsche Post e o operador ferroviário alemão Deutsche Bahn, que também foi vítima do #WannaCry no mês de maio.

Até agora, existia a noção que os hackers estavam mais interessados em penetrar em sistemas de bancos, empresas varejistas e agências governamentais – locais onde é possível acessar muito dinheiro e dados para criar uma interrupção substancial. Não obstante, os recentes ataques de ransomware demonstram que o setor de Transportes e Logística, assim como outros setores produtivos, estão agora no radar dos hackers.

O que é Darknet?
Parte do crescente interesse nesta indústria se deve aos seus próprios esforços de estar alinhada com a digitalização. Nos últimos anos, a indústria tem passado por um processo para automatizar os sistemas, convertendo papéis em dígitos e utilizando plataformas analíticas avançadas para manter-se à altura da necessidade de seus clientes.

Isto tem como consequência mais sistemas operando, ficando mais vulneráveis a diversas armas de ataques, disponíveis na Darknet: o oculto submundo da internet no qual os hackers, terroristas e criminosos atuam anonimamente comprando malware, dados roubados, armas e drogas.

Procurando pelo elo mais fraco
Assim como em todas as formas de guerra, os ataques buscam pelo elo mais fraco de qualquer cadeia. Por que roubar dinheiro do banco que conta com toda uma infraestrutura e proteções quando se pode roubar o caminho ao banco?

Levar a segurança a um ambiente fragmentado
A fragmentação da indústria e sua necessidade de operar dentro dos diferentes sistemas de TI de seus clientes fazem com que a busca por soluções de segurança cibernética seja mais desafiante, ainda mais levando em conta o baixo investimento.

A indústria também opera com margens baixas, fazendo com que seja pouco atrativo o gasto de capital com segurança cibernética. Isto pode ser compensado com possíveis custos de responsabilidade de hackers.

Cada vez mais a expedição das empresas e os reguladores demandarão que as empresas de transporte e logística garantam a integridade de seus dados e produtos na hora do transporte, assim como a segurança do cumprimento das leis mais estritas de segurança cibernética. Isto incluirá os transportadores que estão assumindo papéis centrais nas cadeias de sinistros, como os centros para o intercâmbio de dados, convertendo-os em objetivos de alto valor.

Mitigação de Riscos
Para diminuir os impactos negativos dos riscos na área de segurança cibernética, é imperativo que as empresas – independentemente da indústria a qual pertençam – contem com especialistas de alto nível e ferramentas para a gestão efetiva deste risco, que permitam o mapeamento e análises para priorizar os riscos seguráveis e não seguráveis.

Temas relacionados:  Marine , Risco Cibernético