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BLOG: RISK IN CONTEXT

Razões para ter uma Equipe de Gestão de Riscos

Por Ramón Alonzo 30 Janeiro 2018

Hoje em dia, muitas empresas não conhecem ou entendem os riscos de suas operações, assim como aqueles derivados de seus objetivos de negócio. Para poder ter uma visão mais ampla e tomar decisões mais consistentes – através de análises de dados, contexto, fatores internos e externos, etc. – é necessário trabalhar na criação e implementação de uma equipe de gestão de riscos, que contribui para uma burocracia menor e um maior alinhamento entre os objetivos estratégicos e financeiros, além de ajustar o rumo e estratégia de acordo com os riscos e recursos disponíveis.

Como saber se você precisa de uma equipe de gestão de riscos?

Se dentro de sua empresa não há uma visão clara de identificação, consciência e mapeamento de seus riscos, é possível encontrar diversos cenários catastróficos, altamente prejudiciais para o bem-estar de sua empresa.

A boa notícia é que uma equipe de gestão de riscos qualificada pode ajudar sua companhia a conviver com o risco de maneira consciente, estabelecendo a margem do perigo através de um processo de identificação, entendimento, priorização e mitigação do risco em qualquer um de seus níveis de operação e estratégia.

É cada vez maior o número de executivos que valorizam a importância da gestão de riscos para a proteção contra as ameaças que podem aparecer. Por esta razão, surgem cada vez mais equipes voltadas para a administração de riscos, que reportam diretamente ao departamento de finanças ou a um diretor de riscos, apresentando a uma junta de revisão seus resultados e balanços.


Quanto maior o mercado, maior o risco

O marco da internacionalização das empresas, a inserção em novos mercados e a utilização de tecnologias avançadas incrementam o nível de risco da companhia. Diante disto, também devemos considerar que ainda não existe uma tecnologia que permite que a equipe de gestão de risco integre dados e análises avalie e quantifique os níveis de risco e capital para revisar o grau de comprometimento da empresa.

Metodologia da gestão de riscos

Para começar a trabalhar na gestão de riscos, a equipe de trabalho deverá seguir as diretrizes da norma internacional ISO31000, que dita os princípios e diretrizes da gestão de riscos em qualquer tipo de organização. Os passos, em resumo, são:

1. Marco para a gestão dos riscos: buscar compreender o contexto da organização, redução de contas, integração de processos, criação de mecanismos de comunicação interna / externa e desenhar de políticas para poder alinhá-los aos objetivos da empresa. Tendo tudo isto claro, é possível traçar estratégias inteligentes para que as decisões das equipes de gestão de riscos sejam mais consistentes.

2. Valorização do risco: a equipe de gestão de riscos deverá identificar e valorizar os riscos e eventos prejudiciais já vivenciados pela empresa. Esta análise deverá incluir as categorias de riscos previamente definidos no marco de gestão de riscos.

3. Tratamento do risco: depois da análise de riscos, a equipe de gestão de riscos deverá estabelecer diversas estratégias e soluções mais adequadas, que permitam: evitar o risco no início ou continuar com a atividade que deu origem a ele, incrementar o risco para perseguir uma oportunidade, acabar com a fonte do risco, modificar suas probabilidade ou consequências, compartilhar o risco com uma ou várias partes (incluindo mecanismos de financiamento do risco) ou retê-lo por completo através de uma decisão apólices de seguro em uma companhia de seguros. Nos riscos cativos o cliente tem a capacidade financeira de fazer frente ao seu risco.
 
Estudos demonstram que somente de 30% a 35% dos riscos de uma organização são seguráveis; o resto deve ser gerido através de outros mecanismos de tratamento de riscos. Por isso, investir na mitigação e prevenção será mais econômico que o conjunto de ações que devem ser tomadas caso ocorra uma situação altamente danosa para sua empresa, na qual o dano poderia ser irrecuperável.

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