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BLOG: RISK IN CONTEXT

Risco Político na América Latina em 2017. O que as Empresas Devem Fazer?

Por Roberto Zegarra 12 Julho 2017

Dentro do entorno mundial de constantes mudanças e alto risco político, a América Latina continua sendo uma região vulnerável e instável por diversas razões: questões políticas não resolvidas, mudanças de governos que vão desde o populismo de esquerda a governos de centro, de direita e inclusive algumas ditaduras; programas sociais ineficientes, alta corrupção e desigualdades sociais muito acentuadas. Isto pode ser visto no mais recente Mapa de Risco Político publicado pela Marsh em 2017.

Entretanto, para as empresas que fazem negócios com ou na América Latina, sejam estas latinoamericanas ou globais, os próximos anos exigem uma análise cautelosa e cuidadosas considerações, pois oportunidades e riscos estarão muito entrelaçados. Isto pode causar resultados muitos voláteis, dependendo do país e indústria a ser desenvolvido e empreendido.

Política local e seus impactos

As eleições programadas para os próximos anos mostram uma queda significativa dos mandatos de “esquerda”, representados pela política “bolivariana”, que estão sendo e podem seguir sendo substituídos por líderes com tendências mais de direita, dentre eles, os empresários e políticos de carreira. Nos próximos dois anos, teremos eleições no Chile, Equador, Brasil, Colômbia, Costa Rica, Honduras, Paraguai, México e Uruguai e os resultados poderão trazer mais mudanças ao contexto político e social dos países mencionados.

Para as empresas multinacionais com sede em países latinoamericanos considerados mais estáveis politicamente, é importante, contudo, levar em conta a situação política mundial, em particular nos países nos quais operam ou pretendem atuar em um futuro próximo.

Isto significa pensar criativamente, analisando impactos através de ferramentas de planejamento, buscando otimizar sua resiliência, simulando cenários, por países e região, que incluam considerações de consequências de segunda e terceira ordem.

Recomenda-se considerar cenários com desenvolvimentos plausíveis e aqueles contemplando os piores casos para garantir que a tolerância ao risco da corporação não está sendo excedida, e assegurar que as empresas possam estabelecer uma linha de base para medir os ativos que estão em risco – e a magnitude do dano potencial. Estas análises são fundamentais para estabelecer cadeias de valor e parcerias sólidas  com maior resiliência, otimizando a gestão e gerenciamento dos riscos corporativos.

Considerações de riscos financeiros


Do ponto de vista de risco financeiro, as companhias com sede na América Latina deveriam levar em conta uma revisão de suas políticas de risco de crédito e comercialização internacional, focando-se nos países em que possuem transações. Por exemplo, é possível que os riscos políticos surjam nos lugares mais inesperados. A maioria das empresas com operações em vários países agora, tem apólices multi-países ao invés de apólices por país.

As apólices regionais podem oferecer cobertura a uma lista completa que incluem diversos países especificados pela organização segurada. Este tipo de apólice permite obter proteção e seguros em países onde a cobertura pode ser difícil ou de alto custo, se comparadas com apólices locais. (Porém, alguns países podem ser considerados demasiadamente difíceis para se assegurar abaixo de qualquer apólice).

As seguradoras preferem apólices de vários países, pois isto mostra que os segurados não estão negociando de forma adversa, selecionando apenas os países de alto risco para a cobertura. Como resultado, estas apólices geralmente apresentam os termos e condições mais favoráveis que as apólices locais. A cobertura também pode ser personalizada para cobrir uma ampla gama de riscos que podem incluir: violência política, expropriação, inconversibilidade da moeda, falta de pagamento e encerramento de contrato.

Ferramentas com o Mapa de Risco Político da Marsh podem ajudar a criar uma análise melhor dos riscos e seguros, minimizando impactos e melhorando a resiliência das corporações na América Latina e no mundo.

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