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BLOG: RISK IN CONTEXT

Seguros Paramétricos, um Grande Aliado nos Eventos Catastróficos

Por Diego Monsalve 02 Outubro 2018

Certamente você já ouviu falar sobre coberturas paramétricas, seguros não tradicionais ou bônus catastróficos, conceitos que podem ser iguais ou similares, mas que têm importantes características individuais que você precisa conhecer.

Os seguros paramétricos são conhecidos também como seguros não tradicionais. Estes seguros são executados quando são cumpridos os “parâmetros” estabelecidos na apólice e indenizam não só os danos diretos à propriedade, mas também, aqueles relativos à perda econômica direta ou indireta.

Existem várias diferenças entre o seguro tradicional de propriedade e os seguros paramétricos. Entre as que mais se destacam estão:

•    Não é necessário haver um dano físico nas propriedades do segurado.
•    É necessário cumprir os parâmetros estabelecidos no contrato (magnitude do terremoto, velocidade do vento ou milímetros de chuva, entre outros).
•    Aceitação de perdas consequentes (lucro cessante) sem haver dano físico nas suas propriedades.
•    Os parâmetros são desenvolvidos com base na necessidade do cliente.
•    Não se aplicam franquias.
•    Não existe o processo de ajuste; no entanto, é preciso um certificado de declaração de Perdas.

Tipos e usos de seguros paramétricos

Atualmente, os seguros paramétricos mais comuns são para riscos de catástrofes naturais, como terremoto, furacão e excesso de chuva (existem também os seguros paramétricos agrícolas, contra geadas e incêndios florestais). Este tipo de seguro está se tornando mais relevante no âmbito mundial e a projeção é que continuará crescendo nos próximos anos. Na Marsh América Latina já fechamos mais de 15 transações paramétricas só neste ano de 2018.

Estes seguros são projetados e comercializados como complemento das apólices tradicionais de seguros. O uso do mesmo é muito diferente e depende da necessidade dos nossos clientes. Hoje temos apólices paramétricas que cobrem o SIRs (Self Insurance Retention), outras que cobrem franquias das apólices tradicionais, outras que substituem as coberturas tradicionais e outras que complementam as mesmas. Estas apólices têm pouquíssimas exclusões (ou quase nenhuma), o que permite a versatilidade de uso destes seguros.

Cotação

Por outro lado, para o processo de cotação é necessário ter informação detalhada dos ativos, tais como localização exata, com latitude e longitude respectiva, tipo de construção e ocupação, ano de construção, altura, valores por cada um dos ativos, entre outros. Estes dados nos permitem fazer uma modelagem da catástrofe (atualmente somos o único Corretor da América Latina que conta com estas ferramentas) o que nos possibilita analisar o comportamento de suas apólices para cada um dos desastres naturais e com isso poder projetar suas apólices conforme o apetite de risco dos nossos clientes.
Além disso, leva um tempo realizar a cotação destes seguros (geralmente de duas a três semanas) já que o processo de estruturação e modelação leva um tempo, pois é feita uma análise extensiva dos ativos, bem como do Perigo Natural, e do lugar geográfico e das localizações a serem cotadas.

Francisco Tirado, Country Head da Marsh Puerto Rico, descreve os seguros paramétricos como: “uma solução comprovada para um manejo prudente do risco em um evento de catástrofe, como o que vivenciamos com o furacão Maria, um evento de categoria quatro. A sua aplicabilidade, tanto para as entidades privadas como para as governamentais, fornece um rápido recurso de financiamento para uma rápida recuperação do evento.”

Estas coberturas de seguro paramétrico podem ser emitidas por meio de um contrato de seguro ou resseguro, bem como mediante a emissão de um derivado financeiro como é o caso de um bônus catastrófico. Na Marsh damos prioridade às apólices de resseguros e trabalhamos com vários mercados internacionais, como nos Estados Unidos, Bermuda e Europa; e há cada vez mais mercados interessados neste tipo de soluções.

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