Mapa de Risco Político 2020

As empresas que operam tanto nos mercados desenvolvidos quanto nos emergentes enfrentam um panorama de risco político complexo e, com frequência, volátil em 2020. Os problemas relacionados ao comércio mundial continuarão, o que resultará em uma persistente incerteza política e econômica para as empresas. Baseado em dados da Fitch Solutions, o Mapa de Risco Político 2020 explora o ambiente de risco mutante, destacando as implicações para as empresas que operam no âmbito mundial.

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A transição para uma ordem mundial multipolar vista em 2019 deve continuar, com vários desafios para o multilateralismo e o livre comércio. Embora os Estados Unidos e a China tenham chegado a um acordo comercial de "fase um", é pouco provável que isso resolva permanentemente sua disputa comercial. É provável que os dois países continuem estrategicamente apresentando ideias opostas quanto a questões como proteção da propriedade intelectual e apoio estatal a certas indústrias. De fato, o Relatório Global de Riscos 2020 do Fórum Econômico Mundial indica que: "Os confrontos econômicos entre as principais potências são o risco mais preocupante para 2020".

A rivalidade sino-americana deve se aprofundar em 2020, principalmente à medida que forem se aproximando as eleições presidenciais dos Estados Unidos em novembro. Espera-se que a indústria de tecnologia surja como um campo de batalha particular para os dois países, pois ambos buscam reduzir a dependência tecnológica em relação ao outro. As empresas ficarão presas nessa rivalidade, pois os dois países politizam as relações comerciais e de investimento. A empresa chinesa de telecomunicações Huawei encarna estes desafios: os Estados Unidos aumentaram a pressão sobre os aliados para não usar a tecnologia da empresa, uma situação que dificilmente mudará em 2020. As economias globais, cada vez mais, terão que escolher entre parceiros de tecnologia americanos ou chineses.

A geopolítica dominará o ambiente de risco no Oriente Médio. No momento da redação deste artigo, o Irã e os Estados Unidos parecem estar buscando uma redução progressiva após um surto significativo no início de 2020, quando ocorreu o assassinato de um general iraniano pelos Estados Unidos, seguido de lançamentos de mísseis balísticos contra instalações americanas no Iraque. No entanto, é pouco provável que o relacionamento entre os Estados Unidos e o Irã melhore e gerará instabilidade na região. É provável que a derrubada acidental de um avião de passageiros pelo Irã durante os recentes incidentes com os EUA possa prejudicar as relações com a comunidade internacional, enquanto os governos europeus ativaram formalmente um mecanismo de disputa no acordo nuclear de 2015, aumentando a pressão sobre sua sustentabilidade. O Irã pode usar suas capacidades assimétricas para retaliar contra os Estados Unidos, usando seus poderes para realizar assassinatos ou bombardeios seletivos, incluindo ataques cibernéticos, em toda a região. O Irã também pode tentar pressionar os aliados regionais dos Estados Unidos, consolidando-se no Estreito de Ormuz, onde qualquer interrupção significativa poderia afetar o fornecimento de petróleo e, portanto, a economia global. O Iraque provavelmente será o ponto focal imediato dos confrontos entre os Estados Unidos e o Irã, aumentando o risco político no país. Por exemplo, um resultado do confronto de janeiro entre os Estados Unidos e o Irã foi o aumento de pedidos no Iraque para que as tropas dos EUA deixem o país, uma medida que poderia contribuir com o ressurgimento dos riscos de terrorismo no Iraque.

Em outros lugares, espera-se que as tensões entre a Rússia e o Ocidente continuem em 2020. O maior papel da Rússia no Oriente Médio continuará, por exemplo, através de seu apoio ao governo sírio. À medida que as eleições presidenciais dos EUA forem se desenvolvendo, muita atenção será dada a qualquer tentativa da Rússia de interferir, como ocorreu nas eleições de 2016, o que deixará as relações ainda mais tensas. Na Europa, embora o Reino Unido tenha deixado a UE em 31 de janeiro, seu futuro relacionamento com ela, desde a economia à política e à segurança, levará anos para ser resolvido.

As eleições presidenciais dos Estados Unidos também são importantes em 2020. O eleitorado daquele país está muito polarizado e o juízo político do presidente Trump exacerba as divisões, apesar de sua absolvição no dia 5 de fevereiro.

A eleição também pode estar exposta aos riscos de fake news na mídia.

Incerteza econômica

Os riscos econômicos e políticos estarão entrelaçados em 2020. As tensões comerciais continuam apresentando o maior risco para a economia mundial, enquanto o novo surto de coronavírus COVID-19 também pode interromper o comércio e as cadeias de fornecimento. O Banco Mundial prevê um crescimento global de 2,5% em 2020, uma pequena correção em relação à estimativa de 2,4% em 2019. As disputas comerciais poderiam custar à economia global US$700 bilhões em perda de produção este ano e as empresas continuam pessimistas quanto às perspectivas. Na Pesquisa de Percepção de Riscos Globais 2019-20 do Fórum Econômico Mundial, 78% responderam que esperavam que os confrontos econômicos aumentassem em 2020. Os níveis da dívida global continuam sendo motivo de preocupação, com a dívida nos mercados emergentes atingindo 170% do PIB no final de 2018. Níveis elevados de dívida apresentam riscos significativos para a estabilidade financeira em muitos mercados, em meio a uma perspectiva de crescimento global mais fraco, tendência a déficits fiscais e em conta corrente, desaceleração do crescimento da produtividade e uma preferência crescente por empréstimos mais arriscados.

Ao mesmo tempo, é provável que a capacidade de recuperação aos impactos econômicos seja reduzida até 2020. Um afastamento do multilateralismo e da cooperação global significa que os governos podem não estar dispostos a formar uma resposta coordenada a uma crise econômica global, enquanto há uma margem reduzida para estímulo fiscal e monetário.

Em meio a esses ventos contrários, muitos governos enfrentam um difícil ato de equilíbrio. Eles devem enfrentar os desequilíbrios econômicos por meio de reformas estruturais, mas isso representa riscos à estabilidade social. No final de 2019, muitos países latino-americanos enfrentaram esse dilema, exemplificado por protestos na Bolívia, Chile, Colômbia e Equador. O núcleo dos distúrbios tem sido a insatisfação com a queda nos padrões de vida, níveis crescentes de pobreza e períodos prolongados de medidas de austeridade. Os riscos dos protestos não se limitaram à América Latina: também houve incidentes no Iraque, Irã, Líbano, França e Hong Kong. É provável que a necessidade de equilibrar a estabilidade social e econômica continue em 2020, aumentando os riscos políticos para as empresas que operam em vários países.

Administrar o risco

Embora o Mapa de Riscos Políticos de 2020 destaque uma perspectiva geopolítica e econômica desafiadora, há focos de oportunidades significativas. Espera-se que os mercados emergentes tenham bom desempenho em 2020, com crescimento real do PIB de 4,3%, sendo que em 2019 foi de 3,9%. Os mercados da África Subsaariana, Ásia, além de outros precisam de investimentos em infraestrutura de transporte, redes de logística e ativos de energia. A experiência e o financiamento estrangeiros podem ser críticos no desenvolvimento destes ativos.

No entanto, as empresas que buscam capitalizar essas oportunidades devem navegar em um ambiente de risco complexo e dinâmico. As empresas podem estar expostas a riscos políticos, como a inconversibilidade monetária, os embargos comerciais, o confisco de ativos pelos governos anfitriões e a violência política. Da mesma forma, os altos níveis de dívida soberana e os fundamentos macroeconômicos enfraquecidos aumentam o risco de inadimplência quando são realizados contratos com governos anfitriões.

O seguro de risco político (PRI), juntamente com um entendimento sofisticado dos riscos políticos enfrentados por uma empresa, pode ajudar as organizações a administrar a sua exposição e aproveitar as oportunidades.

O mercado privado do PRI oferece um conjunto de coberturas de crédito e risco político que os segurados podem comprar individualmente ou em conjunto para criar um programa de seguro sob medida. Os seguradores oferecem uma redação de apólices personalizadas para cobrir a inadimplência dos pagamentos de empréstimos ou a perda de investimentos de capital, ativos e fluxos de caixa, causados por perigos que incluem:

  • Abandono de ativos devido a guerra, terrorismo e outras formas de violência política
  • Dano físico aos ativos devido à violência política, incluindo guerra e perdas resultantes da receita do negócio
  • Confisco, expropriação, nacionalização e privação de ativos físicos ou investimentos de capital
  • Desinvestimento forçado de investimento estrangeiro por ordem do governo local do investidor
  • Cancelamento ilegal por parte do governo de alvarás, licenças ou concessões
  • Frustração ou cancelamento do contrato devido ao descumprimento por parte do governo ou outros atos governamentais
  • Bloqueio de fluxos de caixa transnacionais devido à inconversibilidade da moeda e à não transferência
  • Restrições à exportação/importação, que causam perdas nas transações comerciais
  • Não honrar um laudo arbitral por parte de uma entidade governamental (quebra de contrato)
  • Falta de pagamento da dívida por uma entidade privada

Em meio a condições geopolíticas dinâmicas e de incerteza econômica, o apetite das seguradoras por riscos políticos é forte. O mercado PRI desenvolveu uma profundidade considerável nos últimos anos e a capacidade de seguro disponível nunca foi tão boa.

As empresas podem encontrar soluções possíveis para vários aspectos do risco político através de três mercados relacionados, porém diferentes.

Além do mercado PRI descrito acima, as empresas podem cobrir a segurança associada e os riscos às pessoas através da cobertura de violência política e terrorismo, bem como seguros de sequestro e resgate.

Panoramas regionais

Europa

Depois que o Reino Unido deixou a UE, em 31 de janeiro, o foco estará nas negociações sobre seu futuro relacionamento com a Europa.

O período de transição finalizará em dezembro de 2020 e a pressão para chegar a um acordo comercial aumentará ao longo do ano. A UE procurará compensar o impacto financeiro do Brexit buscando maiores contribuições dos membros para seu orçamento, enquanto a nova comissária europeia, Ursula von der Leyen, tentará lançar planos para um "Acordo Verde" europeu em 2020.

Na Grécia, o partido de extrema direita Nova Democracia garantiu a maioria nas eleições de julho de 2019, permitindo avançar com uma agenda pró-empresarial e melhorar a posição fiscal do país, facilitando as relações com os credores. Como resultado, a Fitch Solutions aumentou o índice de risco político (STPRI) da Grécia de 61,0 para 65,2, um dos melhores índices na Europa. Uma pontuação STPRI mais alta representa maior estabilidade política e é parte da pontuação geral do índice de risco político da Fitch Solutions.

Na Itália, a coalizão entre o Partido Democrata e o Movimento Cinco Estrelas será afetada em 2020, pois os partidos têm pontos de vista divergentes sobre muitas questões. Sua coalizão de conveniência, estruturada para evitar uma eleição rápida e marginalizar o partido da Liga, pode ter curta duração. A coalizão enfrentará pressão antes de um referendo sobre reforma parlamentar e negociações sobre o futuro da siderurgia de Ilva.

 

América do Norte

A política dos EUA em 2020 vai focar nas eleições presidenciais de novembro, que provavelmente vão revelar um eleitorado altamente polarizado.

A formação de políticas diminuirá à medida que ambos os partidos olharem para as eleições e o julgamento político contra o presidente Trump aprofundar as divisões políticas, que já são evidentes no controle dividido do Congresso.

Enquanto isso, as tensões entre os Estados Unidos e o México provavelmente diminuirão em 2020. Ambos os países aprovaram o Acordo entre Estados Unidos, México e Canadá, sucessor do TLCAN [NAFTA]. Como o Canadá também espera assinar o contrato em breve, sua implementação pode aliviar as preocupações entre as empresas sobre a ruptura da cadeia de fornecimento na América do Norte. No entanto, os riscos permanecem altos no México. O presidente Andrés Manuel López Obrador mostrou pragmatismo econômico em 2019, mas os ventos contrários podem levá-lo a políticas cada vez mais populistas em 2020.

América Latina e Caribe

O risco político aumentou em vários países da América Latina, pois os governos acham cada vez mais difícil equilibrar as reformas econômicas e a estabilidade social. No final de 2019, ocorreram protestos desestabilizadores contra o governo na Colômbia, Chile, Equador, Haiti e Bolívia. Os incidentes foram notáveis devido ao grau de violência verificado em alguns casos.

No Chile, um dos ambientes operacionais mais estáveis da América Latina, a Fitch Solutions reduziu a pontuação STPRI de 74,8 para 66,7, a maior redução na região e a terceira maior no mundo. Os tumultos devem deixar a economia 4,5% menor no final de 2020 do que havia sido projetado antes dos protestos. Em 2020, o governo do presidente Sebastián Piñera implementará um pacote de despesas de US$5,5 bilhões e buscará reformas constitucionais na tentativa de abafar os protestos.

Embora os fatores desencadeantes dos protestos sejam exclusivos para cada país, muitos dos fatores subjacentes (má prestação de serviços, reformas econômicas, padrões de vida mais baixos e desigualdade) permanecerão em 2020, o que poderia levar a novos protestos. Os desafios fiscais limitarão a capacidade dos governos de responder às demandas dos manifestantes.

O ambiente político da Bolívia continuará sendo precário em 2020, após a renúncia do presidente Evo Morales, em novembro de 2019, em meio a acusações de fraude eleitoral. Novas eleições no início de 2020 podem ser um ponto crítico entre os apoiadores de Morales e a emergente centro-direita do país. É pouco provável que a crise política da Venezuela seja resolvida em 2020. A figura da oposição, Juan Guaidó, teve problemas em seu objetivo de destituir o presidente Nicolás Maduro do poder, apesar de ser reconhecido como presidente por 50 países.

Na Argentina, 2020 deverá mostrar com mais clareza as prioridades políticas do presidente Alberto Fernández, uma vez que os investidores continuam suspeitando de um possível retorno ao intervencionismo estatal na economia. Em meio a uma recessão econômica, inflação alta e depreciação da moeda, Fernández deve iniciar as renegociações da dívida. Pelo outro lado, é provável que o Brasil continue com reformas econômicas favoráveis para os investidores, embora as eleições municipais, em outubro de 2020, possam atrasar o progresso.

 

Ásia/Pacífico

Hong Kong sofreu a segunda maior baixa na pontuação do STPRI no âmbito mundial, pois o território sofreu vários protestos violentos e perturbadores durante meses, o que prejudicou o relacionamento de Hong Kong com a China continental. É pouco provável que o governo atenda às demandas dos manifestantes em 2020 e, se os distúrbios continuarem, há um risco crescente de intervenção militar chinesa em Hong Kong.

Os riscos políticos também estão aumentando na Índia. A Lei de Emenda da Cidadania provocou protestos a partir de dezembro de 2019 e pode gerar disputas entre os governos estaduais e centrais da Índia em 2020, desafiando a autoridade do Primeiro Ministro Narendra Modi.

O progresso da desnuclearização na península coreana será lento uma vez que as relações entre os Estados Unidos e a Coreia do Norte chegaram a um impasse, apesar de ter ocorrido uma aproximação em 2018. A Coreia do Norte será cautelosa em manter boa vontade pessoal entre o líder Kim Jong-Un e o presidente Trump, mas estará relutante em desistir de seu programa de armas nucleares em troca da diminuição de sanções.

 

Oriente Médio

É provável que as relações entre os Estados Unidos e o Irã dominem o cenário de risco em 2020. Embora nenhuma das partes deva buscar um confronto militar direto, é possível uma escalada involuntária. O Irã pode usar seus representantes na região para aumentar a pressão sobre os EUA e o Conselho de Cooperação do Golfo, com o Iraque como um possível ponto focal de atividade.

É provável que ocorram assassinatos seletivos, ataques a bases militares e/ou infraestrutura energética crítica, enquanto o Irã também pode intensificar sua atividade no Estreito de Ormuz, gerando riscos para o transporte comercial. O Plano de Ação Integral Conjunto estará sujeito a uma maior pressão em 2020, depois de os estados europeus terem ativado um mecanismo de resolução de disputas em janeiro de 2020. A economia do Irã também lutará contra as rigorosas sanções dos Estados Unidos, o que causará protestos.

Em outras partes da região, parece possível um progresso na tentativa de chegar a um cessar-fogo no Iêmen, à medida que a Arábia Saudita avança na redução da escala, com a redução de ataques aéreos e propondo diálogo com os rebeldes Houthis. No entanto, é pouco provável uma resolução permanente em 2020. No outro grande conflito na região, o presidente sírio Bashar al-Assad consolidará as conquistas territoriais realizadas em 2019, com o apoio da Rússia, tornando improváveis as negociações de paz com a oposição.

 

África

Em uma perspectiva global desafiadora, espera-se que a África tenha um bom desempenho em 2020. O Fundo Monetário Internacional prevê que o crescimento na África Subsaariana vai acelerar para 3,5% em 2020/21, comparado aos 3,3% em 2019. No entanto, os riscos de uma baixa são provenientes do crescente ônus da dívida soberana do continente.

Os estados da África Ocidental terão dificuldade para administrar os riscos de segurança em 2020, à medida que militantes islâmicos aumentarem a atividade no Sahel. Em 2019, o número de mortes na região devido a conflitos armados atingiu o índice mais alto desde 2012, pois os grupos armados se aproveitaram das fronteiras vulneráveis e das instituições regionais fracas. Em janeiro de 2020, em sinal de uma escalada da violência, 89 soldados nigerianos foram mortos em um único ataque militante. A insegurança continuará em 2020, apesar de uma maior cooperação em segurança e promessas de mais tropas francesas.

Além disso, as eleições no Togo, Costa do Marfim, Guiné, Burkina Faso e Mali poderiam gerar instabilidade política. Para as eleições gerais de outubro de 2020 na Costa do Marfim, os candidatos já invocaram divisões regionais Norte-Sul, o que aumenta o risco de violência relacionada com as eleições.

A maior economia da África, a África do Sul, terá dificuldade para fomentar significativamente seu desempenho econômico em 2020, apesar de um plano de recuperação econômica do governo, enquanto os passivos contingentes para empresas estatais continuam sendo importantes. As divisões internas do Congresso Nacional Africano, no poder, também podem pesar no fomento da reforma.

Ruanda obteve a maior melhoria na pontuação do STPRI na África, passando de 64,2 para 68,5. Isso reflete a posição política dominante e a estabilidade política do Presidente Paul Kagame, que sustenta um crescimento econômico contínuo e um ambiente empresarial estável.

O Sudão registrou a baixa geral mais significativa na pontuação do STPRI, caindo de 36,3 para 21,7. A instabilidade política disparou após o impeachment do presidente Omar al-Bashir em um golpe de estado em abril de 2019. Foi alcançado um acordo de transição de poder compartilhado entre os grupos civis e militares, mas as tensões entre estes continuarão sendo elevadas em 2020. Continua sendo possível que os militares procurem retardar a transição para a democracia.