Gestão de risco personalizadas para todas fases produtiva

O agronegócio é um dos setores mais importantes da economia brasileira.  Este setor é único na variedade e complexidade dos riscos. As mudanças climáticas, volatilidade das commodities, dependência internacional, escassez no fornecimento de água, pragas, doenças, contaminação, logística e distribuição são alguns dos fatores que afetam a indústria do agronegócio. Proteger a safra agrícola, especialmente de riscos climáticos, é uma das razões para que produtores busquem por soluções de gestão de risco personalizadas para todas fases produtiva, desde o plantio até a comercialização.


No Brasil, as perdas no agronegócio são da ordem de R$ 55 bilhões ao ano, em decorrência do ataque de moscas, lagartas e outras doenças que afetam as plantações, de acordo com a Sociedade Brasileira de Defesa Agropecuária (SBDA). Outros riscos, decorrentes das limitações portuárias em determinadas regiões do Brasil, geram perdas anuais de até US$ 4 bilhões em transporte, segundo estudo da Câmara de Infraestrutura e Logística do Ministério da Agricultura. Em relação aos impactos das ameaças climáticas, no Estado do Mato Grosso o fenômeno El Niño, que inverteu o fluxo de chuvas e calor na região, gerou prejuízo de R$ 1 bilhão na safra de 2015/2016 (dados do governo do Estado).

Os produtores têm investido cada vez mais no gerenciamento de riscos, e com apoio de consultorias especializadas, aplicando modernas técnicas de análise e comparação para identificar ameaças que podem ameaçar as safras e aumentar o custo de processos e/ou serviços.

Por outro lado, o anúncio da proposta de subvenção ao seguro rural da ordem de R$ 550 milhões, feito pelo governo brasileiro no início de junho, também é outro passo importante para os produtores reduzirem seus riscos e consolidarem uma área maior segurada. Sabe-se que apesar da elevação da subvenção na ordem de 37,98% em relação a 2016, ainda não se chegou ao patamar das subvenções dos anos de 2013 e 2014, que foram respectivamente de R$ 557,9 e R$ 693,5 milhões, conforme dados do Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (MAPA).

Levando em conta os valores de emissão de prêmio, o seguro rural chegou a responder apenas 2% do mercado de seguros do Brasil, o que confirma seu potencial de crescimento. Estima-se ainda que menos de 20% da área agrícola do Brasil tem algum tipo de cobertura securitária. Em 2016, por exemplo, foram cerca de 33,2 milhões de hectares de soja plantada, porém apenas 3,2 milhões de hectares contaram com alguma cobertura. Na safra passada, por exemplo, apenas 10% da área plantada com soja estava segurada, índice muito baixo se compararmos com outros grandes países produtores agrícolas.

Quanto maior for a subvenção do prêmio, maior será a contratação de seguros para a proteção de safra. O seguro é um dos importantes para viabilizar a produção. Ao realizar um financiamento para o produtor rural, os bancos exigem elementos para a transferência do risco, e o seguro rural é uma delas. Acreditamos que a área segurada possa ser ainda maior, levando em consideração o atual momento da safra brasileira.