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BLOG: RISK IN CONTEXT

A mudança climática está expondo os negócios a novos riscos estratégicos e operacionais imprevisíveis.

Por José Zanni 30 Agosto 2018

A mudança climática está expondo os negócios a novos riscos estratégicos e operacionais imprevisíveis. Por sua natureza, geralmente, catastrófica, muitos deles interferem na capacidade de uma organização de fazer negócios a curto, médio e longo prazo.

Para a indústria do agronegócio brasileiro, altamente dependente do clima, o risco climático é um dos principais desafios do segmento, caminhando junto com os problemas de infraestrutura, volatilidade no preço das commodities e também as variações cambiais. Um estudo do Banco Mundial aponta que até 2050 é previsto um aumento médio de temperatura superior a 2°C, trazendo novos problemas, tais como: maior exposição a pragas, dificuldades com a irrigação e também uma maior aridez do solo.

Esse cenário de mudança constante no clima - alterações na frequência e severidade dos alagamentos, tempestades e veranicos fora de época e secas intensas em regiões que até então não sofriam com esse problema – forçam os produtores a investir ainda mais em tecnologia e novas técnicas para uma agricultura mais resiliente.

Diante disto, é de extrema importância que os players que atuam no Agronegócio adotem em seus planos de gerenciamento de riscos, medidas que visem mitigar ou até mesmo transferir boa parte dos riscos climáticos. Uma nova solução para a transferência de riscos climáticos é o Seguro Paramétrico, uma solução Taylor-made, que tem como objetivo cobrir perdas financeiras devido à ocorrência de eventos climáticos, tais como: variações pluviométricas, variações de temperatura, variações de umidade relativa do ar, variações de umidade do solo e também danos causados por ventos fortes.

Através da contratação desse produto, além dos produtores cobrirem suas perdas de produtividade devido ao desempenho do clima, ele possibilita também a mitigação dos riscos de outros players dessa indústria, como por exemplo: tradings, fabricantes e distribuidores de insumos, onde a variação climática pode impactar profundamente seus negócios, podendo aumentar os riscos de crédito, inadimplência ou então provocar uma oscilação nos preços das commodities.    

Outra vantagem do Seguro Paramétrico é que, diferente dos seguros tradicionais de quebra-de-safra, não há níveis de coberturas pré-definidos. É possível contratar um limite de cobertura igual ao valor em riscos e em caso de sinistros não é necessário, em alguns produtos,  a vistoria in loco por  parte da seguradora e também não é preciso esperar a divulgação dos dados de produtividade por órgãos como o IMEA ou IBGE, pois o gatilho para a indenização é  o índice climático pactuado  e não a produtividade, tornando o processo de regulação de sinistros até a indenização muito mais rápido.

Os seguros paramétricos ainda estão em desenvolvimento no Brasil, mas já se provaram bastante eficientes para proteger as empresas de perdas financeiras oriundas de eventos climáticos e também em reduzir a volatilidade dos resultados para os acionistas. Com a entrada de novas seguradoras e a especialização de corretoras de seguros nesse produto, a tendência é que aumente o número de apólices contratadas nas próximas safras e com o aumento da concorrência, as taxas podem sofrer reduções expressivas, fazendo com que a contratação desse seguro esteja presente nos orçamentos das empresas do Agronegócio.

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