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BLOG: RISK IN CONTEXT

Riscos e Tendências da Indústria Automotiva

Por Billy Humbard 29 Março 2018

Na mitologia grega, Sísifo, o mais astuto dos homens, se vê condenado eternamente pelos deuses a rolar uma gigantesca pedra, com todo o esforço e risco que isso demanda, até o topo de uma montanha, somente para vê-la rolar morro abaixo. Imagino o pobre homem, extenuado, neste infinito ciclo de esforço, repetição e fracasso.

A indústria automotiva se anima frente às expectativas de aumento de vendas, consequência de uma sensível melhora da economia para o setor. Entretanto, o horizonte econômico ainda gera incertezas, e o cenário conjuntural brasileiro permanece preocupante.

Neste cenário, alguns fatores são determinantes para que a indústria mantenha o planejamento fixo no horizonte e a estratégia com pés fincados no chão: a ociosidade da mão de obra decorrente de baixa demanda, uma instável disputa presidencial, a hesitação de confiança do consumidor e a concorrência acirrada com os mercados internacionais. Este conjunto de variáveis são denominadas de “volatilidade e mudanças no mercado”.

Ademais disso, uma recente pesquisa do mercado segurador sobre riscos corporativos aponta algumas tendências para riscos emergentes que têm sido motivo de grande preocupação para os executivos da indústria.

O primeiro deles, sendo ainda algo muito recente e não tratado com a atenção devida, são os incidentes cibernéticos, que geraram recentemente prejuízos em cifras de bilhões para diversas empresas.

Outro risco em ascensão é a interrupção de negócios, risco onde a operação é afetada, abrindo espaço para a concorrência, com consequências catastróficas para a continuidade dos negócios.

Por fim, mas não o último, a necessidade de redução dos custos administrativos, conhecida como overhead, decorrente da citada volatilidade do mercado; com esta face, assim se mostra o enigma da esfinge que assola os executivos, clamando “decifra-me ou devoro-te”.

Para não ser devorado, o mercado automotivo deverá adotar medidas para identificar e tratar estes riscos, colocando na pauta da governança corporativa a necessidade, sobretudo, de uma criteriosa identificação de vulnerabilidade e avaliação de melhoria dos processos, uma vez que nem todos os riscos são seguráveis. Isso permitirá identificar, por exemplo, se a cobertura securitária está à altura do risco operacional, e sua imediata mitigação.

A indústria automotiva não precisa estar fadada, como Sísifo, a trabalhar exaustivamente, para toda vez que quase alcançar o topo, ver seus esforços rolarem abaixo rumo ao fracasso. Se ele tivesse parceiros para apoiá-lo a pensar em alternativas e ajudá-lo na tarefa, possivelmente a história seria outra...

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